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Tuesday, June 06, 2006

O OUTRO LADO DA GLOBALIZAÇÃO

“Inversamente proporcional”

Do otimismo ao pessimismo, do encanto, ao desencanto; ao mesmo tempo em que a globalização nos proporciona benfeitorias, acentua o crescimento do desemprego

Muitos se contentam com perfumes, celulares, carros, computadores, roupas, calçados e outros bens de consumo importados. A globalização abriu o mercado interno às importações de tal forma que muitas vezes as pessoas consomem produtos que vêm de outros países, mas esquecem que ao mesmo tempo em que esse consumo aumenta, aqui, no nosso país, diminui o número de pessoas empregadas. Isso mesmo, acentua o crescimento do desemprego no país.
Porém, não é a única justificativa para o índice absurdo de desempregados no país. Existe por outro lado, a questão dos governos, que junto com a abertura do mercado interno, desestabilizaram o sistema financeiro. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em dezembro do ano passado a taxa de desemprego estava em 8,3% e, em abril e março deste ano a taxa foi registrada em 10,4%, índice mais alto desde abril do ano passado (10,8%).
Por um lado, a globalização facilitou a vida de uns e, por outro, dificultou. As inovações tecnológicas contribuíram para o aumento no índice de desemprego. Enquanto uns compraram carros e aparelhos celulares, por exemplo, outros foram sendo substituídos por máquinas tecnológicas, muitas trazidas do exterior. Vagas de empresas e indústrias foram preenchidas com computadores e sistemas tecnológicos. Sem contar a questão do crescimento do subemprego*.
O resultado disso é o desencanto das pessoas com as “maravilhas” antes vistas com otimismo. O país, além de conviver com certas individualidades e egoísmo do ser humano, como o racismo, com a globalização passou a ter mais um aspecto a ser administrado. Não, não. Mais um problema a ser solucionado: o que se tem é a exclusão social na forma econômica.

Fabíola Pontara


Imagem meramente ilustrativa: http://www.acessa.com/negocios/arquivo/economia/2004/06/30-ambulante/camelo.jpg
Veja mais: http://www.acessa.com/negocios/arquivo/economia/2004/06/30-ambulante/

* Subemprego é uma situação econômica localizada entre o emprego e o desemprego. Ocorre normalmente quando a pessoa não tem recursos ou condições para se manter parada enquanto procura emprego e vai para uma atividade da economia informal (por exemplo, a de camelô ou a de catador de papel) em função da necessidade de sobrevivência. Tal situação - que deveria ser temporária - transforma-se em definitiva quando o trabalhador não consegue mais voltar à economia formal (com o recebimento de salário, carteira assinada, etc.) e transforma o subemprego em modo de vida. Este é um fato ruim, pois exclui a maioria dos trabalhadores nessa situação, que não podem pagar a Previdência Social e nem possuem direitos trabalhistas. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Subemprego

“Há um sentimento de exclusão, de mal-estar em vastos segmentos das sociedades ricas integradas na economia global, alimentando a violência e, em alguns casos, atitudes de xenofobia”. FHC, na Índia, Folha de São Paulo, 28.01.1996

2 Comments:

Anonymous Érica said...

A tecnologia pode ser benéfica mais com certeza desencadeia uma série de outras questões relacionadas a globalização que não são, necessiariamente, positivas para sociedade.

5:00 AM  
Anonymous Anonymous said...

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11:19 PM  

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